Novamente



Em cada canto desse quarto, eu já estive. Em cada parte dessa cama, me deitei. Já perdi o sono inúmeras vezes, inúmeras vezes deixei de contar. 
Eu tinha o costume de ligar, me importar, de me dar. Eu tinha o hábito de tomar doses de romantismo, que pra mim, sempre foram doses de esperança, sempre preencheram metade ou boa parte de mim. 
Ah! Que saudade! E olha, muitas vezes tive vontade de voltar a ser... Presente! 
Agora estou nessa...
Distante! Ausente! Com um pedaço faltante! 
E nesses atos falantes me encontro, deitado virando pro lado, lado a lado da chuva e da solidão. Querendo de volta o meu porcento amante, querendo de volta o meu coração.

Eu, João.