Primeira luz da manhã | Retrospectiva 2/3


Era a metade dela junto com a minha, tão próximos que era possível me ver no reflexo dos olhos dela. Eu assistia seus atos, ouvia seus fatos e as coisas que ela passou. Ela... Ah! Passeava sua mão no meu corpo e, instantaneamente, o mundo caía em silêncio. Era o fim da guerra, nosso/meu encontro de paz, me dando refúgio. Era fato: eu estava apaixonado.
Naquela noite percebemos que um 'nós' já existia muito antes da primeira fala, que nosso roteiro já estava escrito no livro do destino, que era ela, que ela era eu. Tudo tão certo, e certo, como se nossos corpos fossem um. E no final, foi.

Eu, João.