A chama


E houve luz. Tudo acendeu. Meus olhos brilharam. Um reflexo da faísca que saiu dos toques. O coração batendo forte, tentando com a mente entender. Qual era o sentido daquele feitiço que me prendeu? Me prender?
Se aproximou, estendendo a mão. Passeou os olhos pela cama. O convite. Arranhou minhas costas, beijou minhas coxas. Me prendeu. E tudo que eu acreditava como sentimento se desfez nos minutos seguintes. Era tudo engano. Depois da magia veio o sorriso. Como vela que clareia a casa. Como um suspiro depois do banquete. Como uma fagulha no momento do disparo. Aconteceu. E assim, houve luz.

Eu, João.