Quando ouvi... #3: Ame (Kleuber Garcêz/Paulo Monarco)

O amor passou aqui... eu vi. Ficou marcado em todos os registros que tinha. Fotos, canções, textos, coração. 
Ame é algo arrebatador. É de letra pesada e sensível. É complexa e simples. Genial.
Ame mostra com precisão como é a passagem do amor. Caos na ordem, ordem no caos.
É um furacão, um tsunami, um tufão. É também flor, pena, dente-de-leão. Não se ganha lutando, nem comprando. Não se encontra em vasilhames. É o amor. E ele passou aqui... provocando as mudanças da lua, fazendo travessuras... eu vi.

Ame
(Kleuber Garcêz/Paulo Monarco)


Vem, 
Vem equilibrando no arame
Com a delicadeza do origami,
Na força do índio yanomami. 
Infeste, esparrame todo bem me quer! 

Chegue antes que a dor reclame,
Com as algemas da saudade infame 
Quem vai nos poupar desse vexame? 
Que a lágrima derrame todo seu revés! 

Não se encontra à venda em vasilhame, 
Nem se ganha no ringue ou no tatame, 
E não há poeta que declame; 
Nem alma que amalgame se tu não vier 

Polaroides de um tsunami 
O amor passou aqui, 
Provocando a mudança das luas, 
Deixando as almas nuas, 
Eu vi! 

Polaroides de um tsunami 
O amor passou aqui, 
Aprontando mais uma das suas, 
Fazendo travessuras, 
Eu vi! 

Polaroides de um tsunami 
O amor passou aqui, 
Provocando a mudança das luas, 
Fazendo travessuras, 
Eu vi!


 




Eu, João.