Insônia I

5 da manhã, num dia chuvoso qualquer.

Primeiro relato.

Não é o primeiro dia de insônia. É o primeiro que decidi registrar.

O silêncio da casa se quebra com as gotas de chuva na rua. Poderia ser uma bela sinfonia para o meu sono. Mas não é bem isso que acontece.
Minha mente a mil, não pára. Nem ao menos diminui a velocidade. São voltas e voltas na cama. Idas e vindas no passado, no presente e no futuro.
Sem conseguir pregar os olhos, me acostumo com o escuro. Procuro um ponto para focar minha atenção. Sem sucesso.
A luz da alvorada ilumina as nuvens. Me dá a sensação que o tempo está abrindo. Mas, essa é só mais uma das ilusões da madrugada. Bom dia. Já é dia, só não se tem ainda tanta luz. Uma hora virá.
Pego o fone. Spotify. Dias de chuva. Walls, Kings of Leon. Tento desligar um pouco a mente. Pensar em nada para que o sono me tome todo. Não é tão simples.
Vago pelas fotos. Me encontro nos textos. Cacos do que fui ou do que restou me tomam. Lembro do que deveria ter sido feito. Devaneios. Não me prendo ao passado. Isso não quer dizer que me orgulho de tudo. Apenas não fico preso nos meus erros. Essa é a lição.
Peço licença para me despedir. Me cubro para me proteger do frio. Me entrego aos desejos, e sonho.
À insônia, até amanhã.


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