Na insônia ela esconde a saudade. Não nega a fraqueza quando deita em sua cama. Ela é forte e sabe disso. Mas sentir falta de um amor enfraquece alguns dos mais fortes. E com ela não era diferente.


Durante dia, mantia a rotina. No cotidiano adquiria experiências. Sempre com um café forte para despertar das mazelas da mente. E era assim sua vida: corridas diárias, saudades noturnas.

A falta de tempo a mantia ocupada. Ser ocupada a mantia sozinha. Ser sozinha era algo que achava bom. O amor requer tempo, e ser assim lhe deixava feliz. Era assim que mentia.


Muitos a julgam, muitos a querem, muitos tentam. Tem alguns que lhes vibram os olhos. Mas nada tão grande. Nada tão surpreendente. Nada tão impactante.

Pensou ter achado sua razão no trabalho. Se apaixonou por ele e se jogou de vez. Só que algumas paixões não se tornam amor. E amor lhe faltava. Não procurava por ele, mas esperava ser encontrada.


Talvez uma hora ela se sinta completa. Talvez uma hora alguém a encontre. Por enquanto, ela segue de volta pra casa, como faz todos dias. Sentada na janela, olhando as luzes da cidade. Vez ou outra, mente dizendo que não precisa de nada. E continua em uma caminhada de volta pra casa.


No conforto de um banho, entrega o corpo. No sabor de uma xícara, entrega seu beijo. Na cansaço do dia, entrega seu corpo à cama. Fecha os olhos; não dorme. Não agora. Não é a hora.

Olha pro teto, respira fundo, aumenta o volume, devaneia, e, sozinha, sente saudade de ter alguém.

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