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  • João Paulo Rodrigues

Pontes

Na ponta que se ilumina veio a arte

Que na ponte criou versos serenos

Uniu no sal, no sol, no álcool

Pontes para um caminho eterno

Flores para o caminho terreno.


Na junção, há criação do passo

Que se é dado lentamente vai pra frente

Que enfrenta batalhas, dores e regressos

Calejando as mãos e as marcas do corpo

Edificando acordes moldados da mente.


E sempre ver, e anotar, e notar, e aprender

Sem esquecer das areias que viemos

Olhar a glória, regar a vitória, regemos

A sinfonia que sacia a sede da alma

Lado de quem nos ama, alegra e acalma.


No fim das contas, das pontes e pontas

O caminho é o que somos e o que somos é

É saber que se chega, mas não sozinho

A nossa carne é fraca para o sucesso

A nossa gana é forte para o destino.

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